Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.
Mas o principal ponto do verão é.... a praia!
Ah, como é bela a praia.
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.
Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinhas!
Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar o poço pra fincar o cabo do guarda-sol.
É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo.
Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa.
A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!
Mas, claro, tudo tem seu lado bom.
E à noite o sol vai embora.
Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O Shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.
Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical.
Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência.
Luís Fernando Veríssimo
Essa blog traz artigos sobre educação e também outros assuntos relativos a cultura e ao lazer. "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo.Todos nós sabemos alguma coisa.Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre."PAULO FREIRE
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Força Áerea Brasileira - 22/04

Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a forma como se desenvolviam os combates no além-mar surpreendeu e revelou o despreparo das forças armadas brasileiras para enfrentar as exigências do conflito. Somando-se às carências materiais típicas de um país com insuficiência de recursos financeiros, havia ainda toda uma organização militar estruturada nos moldes da I Guerra Mundial. Era preciso mudar.
Embora o debate em torno da criação de uma força aérea única, fundindo as já existentes aviações do Exército e da Marinha, assim como a criação de um ministério exclusivo para gerenciar a aviação brasileira, viesse ocorrendo desde o início dos anos 1930, a guerra na Europa acabou por reforçar essa tendência, consolidando a idéia de que era preciso centralizar os meios aéreos do país. O desperdício e os problemas decorrentes de um gerenciamento em separado de múltiplas aviações, militares e civis, constituiu-se num dos principais argumentos em favor da criação do Ministério do Ar.
Finalmente, após amplo debate e campanhas na imprensa, Getúlio Vargas, em 20 de janeiro de 1941, assinou o Decreto 2961, criando o Ministério da Aeronáutica e estabelecendo a fusão das forças aéreas do Exército e da Marinha numa só corporação, denominada Forças Aéreas Nacionais. Pouco depois, em maio de 1941, um novo decreto mudou o nome da recém-nascida força aérea para Força Aérea Brasileira (FAB), nome que permanece até os dias de hoje.
A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo durante a II Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana.
Foram enviadas para a Itália duas unidades áereas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).
Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os fasci-nazistas na guerra. A localidade de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do Ten Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália.
22 de abril - Descobrimento do Brasil
Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.
Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.
A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.
Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.
A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.
Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
Tiradentes - Joaquim José da Silva Xavier

Nascido num sítio no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, nas Minas Gerais, da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier, tendo sido o quarto dos sete filhos. Em 1755, após o falecimento da mãe, segue junto a seu pai e irmãos para a sede da Vila de São José; dois anos depois, já com onze anos, morre seu pai. Com a morte prematura dos pais, logo sua família perde as propriedades por dívidas. Não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião. Trabalhou como mascate e minerador, tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu a alcunha Tiradentes, um tanto depreciativa. Não teve êxito em suas experiências no comércio.
Com os conhecimentos que adquirira no trabalho de mineração, tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos. Começou a trabalhar para o governo no reconhecimento e levantamento do sertão brasileiro. Em 1780, alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais; em 1781, foi nomeado comandante do destacamento dos Dragões na patrulha do Caminho Novo, estrada que servia como rota de escoamento da produção mineradora da província ao Rio de Janeiro. Foi a partir desse período que Tiradentes começou a se aproximar de grupos que criticavam a exploração do Brasil pela metrópole, o que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, tendo alcançando apenas o posto de alferes, patente inicial do oficialato à época, e por ter perdido a função de comandante da patrulha do Caminho Novo, pediu licença da cavalaria em 1787.
Morou por volta de um ano na cidade carioca, período em que idealizou projetos de vulto, como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para a melhoria do abastecimento d'água no Rio de Janeiro; porém, não obteve aprovação para a execução das obras. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia. De volta às Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência daquela província. Organizou um movimento aliado a integrantes do clero e da elite mineira, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da comarca, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias estadunidenses e a formação dos Estados Unidos da América. Ressalta-se que, à época, oito de cada dez alunos brasileiros em Coimbra eram oriundos das Minas Gerais, o que permitiu à elite regional acesso aos ideais liberais que circulavam na Europa.
Todo Dia Era Dia de Índio - Jorge Ben
Baby do Brasil
Composição:
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!
Composição:
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!
Índios
Índios
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender:
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
É só maldade então
Deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...
Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos obrigado.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos Índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender:
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
É só maldade então
Deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...
Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos obrigado.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos Índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.
José Bento Monteiro Lobato

Monteiro Lobato era uma criança que adorava ler. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882, em Taubaté, interior de São Paulo e morou com seu avô, o Visconde de Tremembé. Na biblioteca da casa, ele lia de tudo, revistas, livros de literatura mundial. Aos nove anos, resolveu mudar seu nome, de José Renato Monteiro Lobato para José Bento Monteiro Lobato só para usar a bengala de seu pai, porque nela havia as iniciais JBLM gravadas.
Foi da infância em Taubaté que Lobato buscou inspiração para seus livros e da crendice do povo do interior que surgiram personagens como o Saci, Narizinho, tia Nastácia e tantos outros.
Com Narizinho Arrebitado lança o Sítio do Picapau Amarelo e seus célebres personagens. Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura do Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos. Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação criadora das crianças. Admitindo as novidades que vão modificando o mundo. Tia Nastácia é o adulto sem cultura que vê, no que é desconhecido, o mal, o pecado. Narizinho e Pedrinho são crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro.
E assim o pó de Pirlimpimpim continuará a transportar crianças do mundo inteiro ao Sítio do Picapau Amarelo, onde não há horizontes limitados por muros de concreto e por idéias tacanhas.
Em 4 de julho de 1948 perde-se esse grande homem, vítima de colapso, na capital de São Paulo.
Mas o que tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de “Emília”.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Festa da Páscoa
Depois do carnaval começa a quaresma. Antigamente se fazia jejum durante os quarenta dias (com exceção dos domingos), da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa. Para equilibrar a vida que levavam durante o carnaval, a igreja mandava as pessoas controlarem seus desejos na quaresma. Atualmente, cada um decide essas coisas por si mesmo.
A época da Paixão retrata o caminho de sofrimento de Cristo, que termina com a sua crucificação na sexta-feira da paixão. É uma época que representa o renascimento, renovação, tempo de dar lugar ao novo em nossas vidas, deixando para trás o velho.
Os acontecimentos de cada dia da Semana Santa dão uma qualidade especial aos dias da semana durante o ano todo.
A Semana Santa começa com o DOMINGO DE RAMOS. Jesus havia ressuscitado Lázaro em público e desta forma mostrado que detinha o poder de ultrapassar a fronteira da morte. O conhecimento da ressuscitação dos mortos era um dos segredos mais bem guardados pela religião da época. Para esse poder religioso, tal heresia significava a punição com a crucificação. Na Galiléia, onde se encontrava Jesus, tinha mais condições de se escapar da perseguição inevitável. Ele, entretanto, segue acompanhado dos doze apóstolos para Jerusalém onde teve uma recepção digna de um rei. O povo, então, quebrou ramos de palmeiras e os colocou no caminho por onde passaria, como símbolo do reconhecimento de sua soberania.
* Neste dia podemos perceber e buscar o espiritual; algo interno em nós.
SEGUNDA-FEIRA: Cristo caminha com os apóstolos no campo, sente fome e vai direção a uma figueira. A árvore não tem frutos. Ele declara que como a figueira só vale quando produz frutos, assim o ser humano deve ser julgado pela obras que produz. A partir daquela época pouco importa para a humanidade o conhecimento que carrega consigo, mas só que é capaz de realizar para os outros. É a abertura da época do amor.
* Neste dia devemos olhar para dentro de nós e questionarmos se dividimos com os outros a abundância que temos ou se a mantemos estocada para alimentar a nós mesmos e a nossos familiares.
TERÇA-FEIRA: Cristo vai ao templo para ser interrogado pelos sacerdotes, que decidirão se ele deve ou não ir a julgamento. As perguntas são capciosas e tentam apenas justificar um julgamento já decidido.
* Este dia deve ser dedicado ao auto conhecimento. Nossas perguntas para o mundo são sinceras ou só questionamos como tentativa de realização dos nossos desejos e vontades? É o dia da grande reflexão.
QUARTA-FEIRA: Neste dia, Maria Madalena ministra o sacramento da unção, preparando Cristo espiritualmente para a morte. Pelo imenso amor que sente, pode suportar e acompanhar o amado em qualquer situação. Controlando a revolta interna pelos fatos, ela pôde ajudar a superar a provação. Judas Iscariotes, ao contrário, não consegue se conformar com o rumo dos acontecimentos e tenta forçar Jesus a impedir, através de seu poder, a crucificação. Então vende a informação de onde está Jesus aos fariseus.
* Devemos perceber e aceitar algo além de nós, espiritualmente, dando um passo a mais.
QUINTA-FEIRA: Este dia é dedicado ao sacrifício de animais. Do animalesco em nós. É quando se celebra a Santa Ceia; a comunhão do corpo e do sangue. O ritual da Santa Ceia substitui o antigo rito do sacrifício de animais e se celebra o novo mistério. “Quem não come do meu corpo e não bebe do meu sangue não faz parte de mim”. Essa afirmação encerra três graus diferentes de comunhão:
- A comunhão da sabedoria, da compreensão;
- A comunhão do coração, dos sentimentos, da compaixão;
- A comunhão do alimento que se incorpora ao corpo.
Após a celebração do sacramento, Jesus segue com os apóstolos para o Horto das Oliveiras e se prepara para o grande confronto da morte e da violência.
* Neste dia devemos perceber e superar nossa vontade voraz; nossos instintos mais animalescos.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO: Neste dia ocorre todos os eventos que envergonham a humanidade, mas que, de outra forma, servem como marcas eternas na grande caminhada até alcançar a imortalidade. A crucificação de Cristo.
* Neste dia devemos sentir o desconforto e realmente tentarmos mudas. É a vontade da renovação.
SÁBADO: Neste dia, Cristo penetra até o centro de seu novo corpo, a terra. A morte na cruz se revela como um grande nascimento. É o dia do vazio.
*O grande silêncio é dedicado a aguardar a vontade do Pai e mostramos a nós mesmos que a confiança não é apenas uma palavra vazia, mas nossa própria substância.
DOMINGO: Cristo ressuscitado. Do domingo de Páscoa até a ascensão, 40 dias depois, são muitos os encontros de Cristo com os discípulos. Eles já estão mais capazes de compreender os ensinamentos a respeito da nova era que foi inaugurada e da necessidade da crucificação e morte.
* Quanto mais sabedoria for capaz de unir, maior nossa capacidade de amar a todos. Devemos exercitar nossa capacidade criativa e não mais a reflexiva e pensarmos o que queremos realizar nos outros seis dias da semana. É a verdadeira liberdade de agir e assumir as conseqüências de nossos atos.
Esses conteúdos ainda não são adequados para as crianças, mas pelo comportamento dos adultos e através do respeito que levamos a vida nesses dias, as crianças entendem a importância dessa semana tão especial, e vivenciam essas forças através dos símbolos próprios da época e sua preparação.
O trabalho de purificação da quaresma pode ser simbolizado pela limpeza da casa com a criança, preparando-a para receber o coelhinho. Pode-se lavar os brinquedos, arrumar os armário ou limpar os móveis.
Boa Páscoa!!
A época da Paixão retrata o caminho de sofrimento de Cristo, que termina com a sua crucificação na sexta-feira da paixão. É uma época que representa o renascimento, renovação, tempo de dar lugar ao novo em nossas vidas, deixando para trás o velho.
Os acontecimentos de cada dia da Semana Santa dão uma qualidade especial aos dias da semana durante o ano todo.
A Semana Santa começa com o DOMINGO DE RAMOS. Jesus havia ressuscitado Lázaro em público e desta forma mostrado que detinha o poder de ultrapassar a fronteira da morte. O conhecimento da ressuscitação dos mortos era um dos segredos mais bem guardados pela religião da época. Para esse poder religioso, tal heresia significava a punição com a crucificação. Na Galiléia, onde se encontrava Jesus, tinha mais condições de se escapar da perseguição inevitável. Ele, entretanto, segue acompanhado dos doze apóstolos para Jerusalém onde teve uma recepção digna de um rei. O povo, então, quebrou ramos de palmeiras e os colocou no caminho por onde passaria, como símbolo do reconhecimento de sua soberania.
* Neste dia podemos perceber e buscar o espiritual; algo interno em nós.
SEGUNDA-FEIRA: Cristo caminha com os apóstolos no campo, sente fome e vai direção a uma figueira. A árvore não tem frutos. Ele declara que como a figueira só vale quando produz frutos, assim o ser humano deve ser julgado pela obras que produz. A partir daquela época pouco importa para a humanidade o conhecimento que carrega consigo, mas só que é capaz de realizar para os outros. É a abertura da época do amor.
* Neste dia devemos olhar para dentro de nós e questionarmos se dividimos com os outros a abundância que temos ou se a mantemos estocada para alimentar a nós mesmos e a nossos familiares.
TERÇA-FEIRA: Cristo vai ao templo para ser interrogado pelos sacerdotes, que decidirão se ele deve ou não ir a julgamento. As perguntas são capciosas e tentam apenas justificar um julgamento já decidido.
* Este dia deve ser dedicado ao auto conhecimento. Nossas perguntas para o mundo são sinceras ou só questionamos como tentativa de realização dos nossos desejos e vontades? É o dia da grande reflexão.
QUARTA-FEIRA: Neste dia, Maria Madalena ministra o sacramento da unção, preparando Cristo espiritualmente para a morte. Pelo imenso amor que sente, pode suportar e acompanhar o amado em qualquer situação. Controlando a revolta interna pelos fatos, ela pôde ajudar a superar a provação. Judas Iscariotes, ao contrário, não consegue se conformar com o rumo dos acontecimentos e tenta forçar Jesus a impedir, através de seu poder, a crucificação. Então vende a informação de onde está Jesus aos fariseus.
* Devemos perceber e aceitar algo além de nós, espiritualmente, dando um passo a mais.
QUINTA-FEIRA: Este dia é dedicado ao sacrifício de animais. Do animalesco em nós. É quando se celebra a Santa Ceia; a comunhão do corpo e do sangue. O ritual da Santa Ceia substitui o antigo rito do sacrifício de animais e se celebra o novo mistério. “Quem não come do meu corpo e não bebe do meu sangue não faz parte de mim”. Essa afirmação encerra três graus diferentes de comunhão:
- A comunhão da sabedoria, da compreensão;
- A comunhão do coração, dos sentimentos, da compaixão;
- A comunhão do alimento que se incorpora ao corpo.
Após a celebração do sacramento, Jesus segue com os apóstolos para o Horto das Oliveiras e se prepara para o grande confronto da morte e da violência.
* Neste dia devemos perceber e superar nossa vontade voraz; nossos instintos mais animalescos.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO: Neste dia ocorre todos os eventos que envergonham a humanidade, mas que, de outra forma, servem como marcas eternas na grande caminhada até alcançar a imortalidade. A crucificação de Cristo.
* Neste dia devemos sentir o desconforto e realmente tentarmos mudas. É a vontade da renovação.
SÁBADO: Neste dia, Cristo penetra até o centro de seu novo corpo, a terra. A morte na cruz se revela como um grande nascimento. É o dia do vazio.
*O grande silêncio é dedicado a aguardar a vontade do Pai e mostramos a nós mesmos que a confiança não é apenas uma palavra vazia, mas nossa própria substância.
DOMINGO: Cristo ressuscitado. Do domingo de Páscoa até a ascensão, 40 dias depois, são muitos os encontros de Cristo com os discípulos. Eles já estão mais capazes de compreender os ensinamentos a respeito da nova era que foi inaugurada e da necessidade da crucificação e morte.
* Quanto mais sabedoria for capaz de unir, maior nossa capacidade de amar a todos. Devemos exercitar nossa capacidade criativa e não mais a reflexiva e pensarmos o que queremos realizar nos outros seis dias da semana. É a verdadeira liberdade de agir e assumir as conseqüências de nossos atos.
Esses conteúdos ainda não são adequados para as crianças, mas pelo comportamento dos adultos e através do respeito que levamos a vida nesses dias, as crianças entendem a importância dessa semana tão especial, e vivenciam essas forças através dos símbolos próprios da época e sua preparação.
O trabalho de purificação da quaresma pode ser simbolizado pela limpeza da casa com a criança, preparando-a para receber o coelhinho. Pode-se lavar os brinquedos, arrumar os armário ou limpar os móveis.
Boa Páscoa!!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Brincar é coisa séria
Brincar é mais do que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas de diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo. Brincando, a criança aprende. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil. Para auxiliar no trabalho do professor, relacionamos a seguir artigos e entrevistas sobre o tema, além de uma série de sites que apresentam um precioso inventário de jogos e brincadeiras tradicionais do Brasil.
A brincadeira e a cultura infantil
A autora, Tizuko Kishimoto, trata da importância de contos, lendas, brinquedos e brincadeiras na formação de indivíduos criativos, críticos e aptos a tomar decisões.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/cullt.htm
Escolarização e brincadeira na educação infantilNeste artigo, Tizuko Kishimoto apresenta vários estudos realizados ao longo da história da educação, abordando a importância do ato de brincar para a criança.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/escola.htm
a>Brincar na escola
Tânia Ramos Fortuna defende o lúdico como parceiro do professor , transformado em instrumento pedagógico que favorece a formação da criança .
http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=270
a>Jogos teatrais na escola públicaRicardo Ottoni Vaz Japiassu apresenta os resultados parciais de uma pesquisa etnográfica que acompanha aspectos do desenvolvimento cultural de pré-adolescentes através do ensino regular de Teatro, em escola de Ensino Fundamental da rede pública estadual de São Paulo. Com base nos dados obtidos, o autor afirma que a linguagem cênica contribui na conscientização das novas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
25551998000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
Entendendo os jogos
Textos da Revista Jogos Cooperativos nos quais são apresentados diversos pontos de vista e teorias ligadas aos Jogos Cooperativos e à Pedagogia da Cooperação.
http://www.jogoscooperativos.com.br/entendendo_os_jogos.htm
a>Exemplos de jogos cooperativos
Seção da Revista Jogos Cooperativos que disponibiliza alguns exemplos de jogos.
http://www.jogoscooperativos.com.br/jogos.htm
Rede de brincadeiras regionais do Brasil
Apresenta uma série de curiosidades que dizem respeito à origem de alguns jogos e brincadeiras nas diferentes regiões do país. Disponibiliza para download arquivo com o desenvolvimento de várias brincadeiras por região.
http://www.escolaoficinaludica.com.br/brincadeiras/index.htm
Jogos infantis: brinquedos do folclore brasileiroElenca jogos tradicionais, como bola de gude, queimada, cabra cega e outros. Também procura relacionar as contribuições das três etnias - portugueses, africanos e indígena nas brincadeiras e jogos infantis no Brasil
http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/jogos.html
a>Laboratório de Brinquedos e Materiais PedagógicosApresenta um inventário de jogos e brincadeiras tradicionais do acervo bibliográfico do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos - LABRIMP, da USP. Elenca jogos de bola, de locomoção, contos e fábulas, cantigas, jogos verbais, jogos de observação, brincadeiras com partes do corpo, jogos para tirar a sorte, etc.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/labrimp1.htm
A brincadeira e a cultura infantil
A autora, Tizuko Kishimoto, trata da importância de contos, lendas, brinquedos e brincadeiras na formação de indivíduos criativos, críticos e aptos a tomar decisões.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/cullt.htm
Escolarização e brincadeira na educação infantilNeste artigo, Tizuko Kishimoto apresenta vários estudos realizados ao longo da história da educação, abordando a importância do ato de brincar para a criança.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/escola.htm
a>Brincar na escola
Tânia Ramos Fortuna defende o lúdico como parceiro do professor , transformado em instrumento pedagógico que favorece a formação da criança .
http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=270
a>Jogos teatrais na escola públicaRicardo Ottoni Vaz Japiassu apresenta os resultados parciais de uma pesquisa etnográfica que acompanha aspectos do desenvolvimento cultural de pré-adolescentes através do ensino regular de Teatro, em escola de Ensino Fundamental da rede pública estadual de São Paulo. Com base nos dados obtidos, o autor afirma que a linguagem cênica contribui na conscientização das novas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
25551998000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
Entendendo os jogos
Textos da Revista Jogos Cooperativos nos quais são apresentados diversos pontos de vista e teorias ligadas aos Jogos Cooperativos e à Pedagogia da Cooperação.
http://www.jogoscooperativos.com.br/entendendo_os_jogos.htm
a>Exemplos de jogos cooperativos
Seção da Revista Jogos Cooperativos que disponibiliza alguns exemplos de jogos.
http://www.jogoscooperativos.com.br/jogos.htm
Rede de brincadeiras regionais do Brasil
Apresenta uma série de curiosidades que dizem respeito à origem de alguns jogos e brincadeiras nas diferentes regiões do país. Disponibiliza para download arquivo com o desenvolvimento de várias brincadeiras por região.
http://www.escolaoficinaludica.com.br/brincadeiras/index.htm
Jogos infantis: brinquedos do folclore brasileiroElenca jogos tradicionais, como bola de gude, queimada, cabra cega e outros. Também procura relacionar as contribuições das três etnias - portugueses, africanos e indígena nas brincadeiras e jogos infantis no Brasil
http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/jogos.html
a>Laboratório de Brinquedos e Materiais PedagógicosApresenta um inventário de jogos e brincadeiras tradicionais do acervo bibliográfico do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos - LABRIMP, da USP. Elenca jogos de bola, de locomoção, contos e fábulas, cantigas, jogos verbais, jogos de observação, brincadeiras com partes do corpo, jogos para tirar a sorte, etc.
http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/labrimp1.htm
MOTIVAÇÃO
O QUE É A MOTIVAÇÃO
Pode-se dizer que não se consegue motivar as pessoas, e que, paradoxalmente, é fácil desmotivá-las.
Por isso, a preocupação constante deve ser prevenir situações que possam desmotivar as pessoas.
Ninguém pode motivar ninguém! A motivação vem das necessidades internas de cada indivíduo e não de nossa vontade.
Gostamos de atribuir aos outros, objetivos que são nossos e não da pessoa.
É fácil perceber quando as pessoas estão atribuindo a outras, objetivos que na realidade são delas mesmas.
É necessário entender que as necessidades e desejos das pessoas levam sua marca e que não podemos mudá-las segundo nossa vontade.
Não se pode moldar as pessoas segundo planos que estejam fora delas mesmas.
Por isso, é importante conhecer, identificar as necessidades e anseios das pessoas e compatibilizá-los com sua atuação frente a vida.
Ademais, motivação é um fenômeno contínuo, nunca definitivamente resolvido para cada indivíduo.Cada momento motivacional é único para cada pessoa.
FATORES CAUSADORES DE SATISFAÇÃO
- Responsabilidade
- Possibilidade de auto-determinação
- Possibilidade de realização
- Oportunidade para criar
- Liberdade para errar
- Possibilidade de crescimento pessoal
- Estar "por dentro das coisas"
- Estar sendo aceito
O QUE MOTIVA AS PESSOAS
- Reconhecimento
- Ser tratado como pessoa
- Ser tratado de modo justo
- Ser ouvido
- Desafios
- Novas oportunidades
- Orgulho do próprio trabalho
- Condições de trabalho adequadas
- Sensação de ser útil e ser aceito como é
COMO CRIAR CONDIÇÕES PARA A MOTIVAÇÃO
- Identificar as necessidades e anseios de cada aprendente
- Buscar o trabalho que mais atrai esse aprendente
- Reconhecer o bom desempenho
- Facilitar o desenvolvimento pessoal
- Projetar uma atividade de modo a torná-lo atraente
- Adotar um sistema de recompensas ligado ao desempenho
- Garantir meios para o "feedback" positivo
- Aperfeiçoar continuamente as práticas educacionais
Pode-se dizer que não se consegue motivar as pessoas, e que, paradoxalmente, é fácil desmotivá-las.
Por isso, a preocupação constante deve ser prevenir situações que possam desmotivar as pessoas.
Ninguém pode motivar ninguém! A motivação vem das necessidades internas de cada indivíduo e não de nossa vontade.
Gostamos de atribuir aos outros, objetivos que são nossos e não da pessoa.
É fácil perceber quando as pessoas estão atribuindo a outras, objetivos que na realidade são delas mesmas.
É necessário entender que as necessidades e desejos das pessoas levam sua marca e que não podemos mudá-las segundo nossa vontade.
Não se pode moldar as pessoas segundo planos que estejam fora delas mesmas.
Por isso, é importante conhecer, identificar as necessidades e anseios das pessoas e compatibilizá-los com sua atuação frente a vida.
Ademais, motivação é um fenômeno contínuo, nunca definitivamente resolvido para cada indivíduo.Cada momento motivacional é único para cada pessoa.
FATORES CAUSADORES DE SATISFAÇÃO
- Responsabilidade
- Possibilidade de auto-determinação
- Possibilidade de realização
- Oportunidade para criar
- Liberdade para errar
- Possibilidade de crescimento pessoal
- Estar "por dentro das coisas"
- Estar sendo aceito
O QUE MOTIVA AS PESSOAS
- Reconhecimento
- Ser tratado como pessoa
- Ser tratado de modo justo
- Ser ouvido
- Desafios
- Novas oportunidades
- Orgulho do próprio trabalho
- Condições de trabalho adequadas
- Sensação de ser útil e ser aceito como é
COMO CRIAR CONDIÇÕES PARA A MOTIVAÇÃO
- Identificar as necessidades e anseios de cada aprendente
- Buscar o trabalho que mais atrai esse aprendente
- Reconhecer o bom desempenho
- Facilitar o desenvolvimento pessoal
- Projetar uma atividade de modo a torná-lo atraente
- Adotar um sistema de recompensas ligado ao desempenho
- Garantir meios para o "feedback" positivo
- Aperfeiçoar continuamente as práticas educacionais
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Síndrome de Asperger
Entendendo estudantes com a Síndrome de Asperger:guia para professores
Do original"Understanding the student with Asperger Syndrome:Guidelines for Teachers
Autora:Karen Willians(Univers.de Michigan-Hospital Psiquiátrico para Crianças e Adolescentes-em Focos on Autistic Behavior,vol10.n°2,1995.Traduzido em 04.96
Crianças diagnosticadas com Síndrome de Asperger(AS) apresentam um desafio especial no sistema educacional.Vistos tipicamente como excêntricos e peculiares pelos colegas,suas habilidades sociais inatas frequentemente as levam a ser feitas de bodes expiatório.Desajeitamento e interesse obsessivo em coisas obscuras contribuem para sua apresentação "ímpar".Crianças com AS falham no entendimento das relações humanas e regras do convívio socil,são ingênuas e eminentemente carentes de senso comum.Sua inflexibilidade e falta de habilidade para lidar com mudanças leva esses indivíduos a ser facilmente estressados e emocionalmente vulneráveis.Ao mesmo tempo, crianças com AS (na maioria rapazes) tem frequentemente inteligência acima na média ou acima da média e tem memória privilegiada.Sua obsessão por tema único de interesse pode levar a grandes descobertas mais tarde na vida.
Síndrome de Asperger é considerada uma desordem no fim do espectro do autismo.Comparando indivíduos dentro desse espectro,Van Krevelen(citado no Wing,1991) notou que crianças com autismo de baixa funcionalidade "vivem em seu próprio mundo",enquanto que crianças com autismo de alta funcionalidade "vivem no nosso mundo ,mas do seu próprio jeito"(pág.99).
Naturalmente,nem todas as crianças com AS são diferentes.Exatamente porque cada criança com AS tem sua própria personalidade,sintomas AS "típicos" se manifestam de formas específicas para cada indivíduo.Como resultado,não existe uma receita exata para abordagem em sala de aula que possa ser usada para todos os jovens com AS,da mesma forma que os métodos educacionais não atendem às necessidades de todas as crianças que apresentam AS.
Abaixo são descritos sete características que definem a Síndrome de Asperger:
1-Insistência em semelhanças
Crianças com AS são facilmente oprimidas pelas mínimas mudanças,altamente sensíveis a pressões do ambiente e às vezes atraídas por rituais.São ansiosos e tendem a temer obsessivamente quando não sabem o que esperar.Stress,fadiga e sobrecarga emocional facilmente as afeta.
2-Dificuldades em interações sociais
3-Gama restrita de interesses
Crianças com AS tem preocupações excêntricas ou ímpares,fixações intensas,perguntam insistentemente sobre seus interesses,tem dificuldades para ir avante com idéias,seguem suas próprias inclinações,a despeito da demanda externa;às vezes recusam-se a aprender qualquer coisa fora do seu limitado campo de interesses.
4-Concentração fraca
Crianças com AS são frequentemente desligadas,distraídas por estímulos internos,são muito desorganizadas;tem dificuldades para sustentar o foco nas atividades de sala de aula.
5-Fraca coordenação motora
Crianças com AS são fisicamente desajeitadas e rudes;tem andar duro e desgracioso;são mal sucedidos em jogos envolvendo habilidades motoras;e experimentam défcit em motricidade fina que causa problemas de caligrafia,baixa velocidade de escrita e afeta sua habilidade para desenhar.
6-Dificuldades acadêmicas
Crianças com AS usualmente tem inteligência média ou acima da média mas, falham em pensamento de alto nível e habilidades de compreensão.Tendem a ser muito literais:suas imagens asão concretas,a abstração épobre.Seu estilo pedante de falar e impressionante vocabulário dão a falsa impressão de que entendem daquilo que estão falando,quando em verdade estão meramente papagueando o que leram ou ouviram.A criança com AS tem excelente memória,mas isso é de natureza mecânica,ou seja, a criança pode responder como um vídeo que toca em sequência.As habilidades de solução de problemas são fracas.
7-Vulnerabilidade emocional
Crianças com AS tem a inteligência para cursar o ensino regular,mas elas frequentemente não tem a estrutura emocional para enfrentar as exigências das salas de aula.Essas crianças são facilmente estressadas devido à sua inflexibilidade.A auto estima é pequena,e elas frequentemente são muito autocríticas e inábeis para tolerar erros.Indivíduos com AS,especialmente adolescentes,podem ser inclinados à depressão.Reações de raiva são comuns em resposta a stress/frustração.Crianças com AS raramente relaxam e são facilmente acabrunhados quando as coisas não são como sua forma rígida diz que devam ser.Interagir com pessoas e copiar as demandas do dia-a-dia lhes exige um esforço hercúleo.
Crianças com Síndrome de Asperger são tão facilmente sobrecarregadas pelas pressões do ambiente,e tem tão profunda diferença na habilidade de formar relações interpessoais,que não é de surpreender que causem a impressão de "frágil vulnerabilidade e infantilidade patética"(Wing,1981,pág.117).Everard(1976) escreveu que quando esses jovens são comparados aos colegas sem problemas "instantaneamente se nota como são diferentes e que enormes esforços tem de fazer para viver num mundo onde não se fazem concessões e onde se esperam que sejam conformes"(pág.2)
Professores podem ter significado vital em ajudar crianças com AS a aprender a negociar com o mundo ao seu redor.Uma vez que as crianças com AS são frequentemente inábeis para expressar seus medos e ansiedades,é muito importante que adultos façam isso por elas para levá-las do mundo seguro da fantasia em que vivem,para as incertezas do mundo externo.Profissionais que trabalham com crianças e jovens com AS na escola,lhes fornecem estrutura externa,organização e estabilidade que lhes falta.O uso de técnicas didáticas criativas,com suporte individual para a Síndrome de Asperger é crítico,não somente para facilitar o sucesso acadêmico,mas também para ajudá-los a sentir-se menos alienados de outros seres humanos e menos sobrecarregados pelas demandas do dia-a-dia.
Do original"Understanding the student with Asperger Syndrome:Guidelines for Teachers
Autora:Karen Willians(Univers.de Michigan-Hospital Psiquiátrico para Crianças e Adolescentes-em Focos on Autistic Behavior,vol10.n°2,1995.Traduzido em 04.96
Crianças diagnosticadas com Síndrome de Asperger(AS) apresentam um desafio especial no sistema educacional.Vistos tipicamente como excêntricos e peculiares pelos colegas,suas habilidades sociais inatas frequentemente as levam a ser feitas de bodes expiatório.Desajeitamento e interesse obsessivo em coisas obscuras contribuem para sua apresentação "ímpar".Crianças com AS falham no entendimento das relações humanas e regras do convívio socil,são ingênuas e eminentemente carentes de senso comum.Sua inflexibilidade e falta de habilidade para lidar com mudanças leva esses indivíduos a ser facilmente estressados e emocionalmente vulneráveis.Ao mesmo tempo, crianças com AS (na maioria rapazes) tem frequentemente inteligência acima na média ou acima da média e tem memória privilegiada.Sua obsessão por tema único de interesse pode levar a grandes descobertas mais tarde na vida.
Síndrome de Asperger é considerada uma desordem no fim do espectro do autismo.Comparando indivíduos dentro desse espectro,Van Krevelen(citado no Wing,1991) notou que crianças com autismo de baixa funcionalidade "vivem em seu próprio mundo",enquanto que crianças com autismo de alta funcionalidade "vivem no nosso mundo ,mas do seu próprio jeito"(pág.99).
Naturalmente,nem todas as crianças com AS são diferentes.Exatamente porque cada criança com AS tem sua própria personalidade,sintomas AS "típicos" se manifestam de formas específicas para cada indivíduo.Como resultado,não existe uma receita exata para abordagem em sala de aula que possa ser usada para todos os jovens com AS,da mesma forma que os métodos educacionais não atendem às necessidades de todas as crianças que apresentam AS.
Abaixo são descritos sete características que definem a Síndrome de Asperger:
1-Insistência em semelhanças
Crianças com AS são facilmente oprimidas pelas mínimas mudanças,altamente sensíveis a pressões do ambiente e às vezes atraídas por rituais.São ansiosos e tendem a temer obsessivamente quando não sabem o que esperar.Stress,fadiga e sobrecarga emocional facilmente as afeta.
2-Dificuldades em interações sociais
3-Gama restrita de interesses
Crianças com AS tem preocupações excêntricas ou ímpares,fixações intensas,perguntam insistentemente sobre seus interesses,tem dificuldades para ir avante com idéias,seguem suas próprias inclinações,a despeito da demanda externa;às vezes recusam-se a aprender qualquer coisa fora do seu limitado campo de interesses.
4-Concentração fraca
Crianças com AS são frequentemente desligadas,distraídas por estímulos internos,são muito desorganizadas;tem dificuldades para sustentar o foco nas atividades de sala de aula.
5-Fraca coordenação motora
Crianças com AS são fisicamente desajeitadas e rudes;tem andar duro e desgracioso;são mal sucedidos em jogos envolvendo habilidades motoras;e experimentam défcit em motricidade fina que causa problemas de caligrafia,baixa velocidade de escrita e afeta sua habilidade para desenhar.
6-Dificuldades acadêmicas
Crianças com AS usualmente tem inteligência média ou acima da média mas, falham em pensamento de alto nível e habilidades de compreensão.Tendem a ser muito literais:suas imagens asão concretas,a abstração épobre.Seu estilo pedante de falar e impressionante vocabulário dão a falsa impressão de que entendem daquilo que estão falando,quando em verdade estão meramente papagueando o que leram ou ouviram.A criança com AS tem excelente memória,mas isso é de natureza mecânica,ou seja, a criança pode responder como um vídeo que toca em sequência.As habilidades de solução de problemas são fracas.
7-Vulnerabilidade emocional
Crianças com AS tem a inteligência para cursar o ensino regular,mas elas frequentemente não tem a estrutura emocional para enfrentar as exigências das salas de aula.Essas crianças são facilmente estressadas devido à sua inflexibilidade.A auto estima é pequena,e elas frequentemente são muito autocríticas e inábeis para tolerar erros.Indivíduos com AS,especialmente adolescentes,podem ser inclinados à depressão.Reações de raiva são comuns em resposta a stress/frustração.Crianças com AS raramente relaxam e são facilmente acabrunhados quando as coisas não são como sua forma rígida diz que devam ser.Interagir com pessoas e copiar as demandas do dia-a-dia lhes exige um esforço hercúleo.
Crianças com Síndrome de Asperger são tão facilmente sobrecarregadas pelas pressões do ambiente,e tem tão profunda diferença na habilidade de formar relações interpessoais,que não é de surpreender que causem a impressão de "frágil vulnerabilidade e infantilidade patética"(Wing,1981,pág.117).Everard(1976) escreveu que quando esses jovens são comparados aos colegas sem problemas "instantaneamente se nota como são diferentes e que enormes esforços tem de fazer para viver num mundo onde não se fazem concessões e onde se esperam que sejam conformes"(pág.2)
Professores podem ter significado vital em ajudar crianças com AS a aprender a negociar com o mundo ao seu redor.Uma vez que as crianças com AS são frequentemente inábeis para expressar seus medos e ansiedades,é muito importante que adultos façam isso por elas para levá-las do mundo seguro da fantasia em que vivem,para as incertezas do mundo externo.Profissionais que trabalham com crianças e jovens com AS na escola,lhes fornecem estrutura externa,organização e estabilidade que lhes falta.O uso de técnicas didáticas criativas,com suporte individual para a Síndrome de Asperger é crítico,não somente para facilitar o sucesso acadêmico,mas também para ajudá-los a sentir-se menos alienados de outros seres humanos e menos sobrecarregados pelas demandas do dia-a-dia.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Esclarecimento sobre a Febre Amarela
SECRETARIA DE SAÚDE
SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE FEBRE AMARELA
O que é Febre Amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida por mosquito (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). Possui dois ciclos epidemiológicos distintos (silvestre e urbano).
A febre amarela silvestre é uma doença típica de macacos que vivem nas florestas tropicais e equatoriais. Ela ocorre de forma cíclica, com maior intensidade a cada cinco ou sete anos. O aparecimento de casos humanos da doença é precedido de epizootias (morte de macacos). A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942, entretanto com a ampla disseminação do mosquito Aedes aegypti no país há risco de reurbanização do vírus da febre amarela .
Qual a diferença entre febre amarela silvestre e a febre amarela urbana?
Ambas são semelhantes do ponto de vista etiológico, fisiopatológico, imunológico e clínico. A principal diferença é em relação ao vetor, no caso da forma urbana o mosquito transmissor é o Aedes aegypti e na forma silvestre os mosquitos transmissores são silvestres Haemagogus, Sabethes .
Como se pega?
Por meio da picada do mosquito infectado com sangue de animais doentes, sendo o macaco a principal fonte de infecção da doença.
Quais são os sinais e sintomas da doença no ser humano?
Inicialmente surge febre, icterícia (olhos amarelados ou "amarelão"), dor de cabeça, calafrios, dor nas costas (região lombar), dor muscular generalizada com mal estar, náuseas, vômitos e diarréia. Evolui para problemas de fígado e rins (insuficiência hepática e renal) caracterizada, acarretando a diminuição ou ausência de urina, além de outros sinais como: sangramento, confusão mental podendo causar a morte.
A Febre Amarela pode ser confundida com outras doenças?
As formas leve e moderada da febre amarela são de difícil diagnóstico diferencial, pois podem ser confundidas com outras doenças infecciosas que atingem os sistemas respiratório, digestivo e urinário. As formas graves, com quadro clínico clássico ou fulminante, devem ser diferenciadas de malária por Plasmodium falciparum, leptospirose, além de formas fulminantes de hepatites. Devem ser lembradas, ainda, as febres hemorrágicas de etiologia viral, como dengue hemorrágico e septicemias.
Todos os casos de Febre Amarela morrem?
Não. Existem formas leves que evoluem para cura e formas graves que evoluem para o óbito. A letalidade geral da doença varia entre 5% a 50%.
O que fazer em caso de aparecimento de sinais e sintomas da doença?
Procurar imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima da sua casa para avaliação médica. De preferência levar o cartão de vacinação e não esquecer de informar sobre história de viagens e exposição a matas, florestas etc.
Quais são os exames que confirmam a doença?
Exame de sangue para pesquisa do vírus colhido nas unidades de saúde (isolamento viral ou sorologia) e outros exames especializados em caso de óbito.
Qual é o tratamento para a doença?
O tratamento é sintomático, com cuidadosa assistência médica ao paciente que, sob hospitalização deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e perdas de sangue, quando indicado. Nas formas graves os pacientes devem ser atendidos em Unidades de Terapia Intensiva.
Como evitar a doença?
A vacina é a principal medida de prevenção contra a doença, conferindo proteção de 99%.
Outras medidas de prevenção incluem: evitar exposição a matas e florestas, e nos casos de exposição a estes locais: usar vestuários adequados (blusas de manga longa, calça comprida) e repelentes para diminuir as áreas de exposição do corpo e dormir com mosquiteiros.
Quem deve tomar a vacina?
Todas as pessoas a partir de seis (06) meses de idade que não tenham sido vacinadas nos últimos 10 anos.
Onde posso ser vacinado?
De posse de um documento de identificação procurar qualquer centro de saúde de 2ª a 6ª feira no horário: 8 às 12 h e de 14 às 17h.
Qual o esquema de vacinação?
Uma dose de vacina injetável (subcutânea) com revacinação a cada 10 anos.
Quem não pode tomar a vacina contra febre amarela?
- Crianças menores de 6 meses
- Pessoas com alergia grave (história de reação anafilática) a ovo e seus derivados (que não come nenhum alimento com ovos como: bolo, pão de queijo, macarrão, etc.)
- Pessoas com infecção aguda com febre acima de 38,5º C
- Pessoas com imunodeficiência (de nascença ou adquirida)
- Pacientes com Aids, pós transplante de medula óssea (até 2 anos do procedimento)
- Pacientes em uso de quimioterapia, radioterapia e corticóide em doses elevadas e por período superior a 15 dias
- Gestantes
A vacina contra febre amarela pode ser administrada no mesmo dia, com outras vacinas do esquema de vacinação?
Sim. Desde que feitas em regiões anatômicas diferentes.
A vacina contra febre amarela pode provocar eventos adversos (reações)?
Sim. Dor no local de aplicação, febre, dor de cabeça (cefaléia), dores musculares (mialgia), nos primeiros dias após a vacinação durando de 1 a 3 dias na maior parte dos casos. Casos graves são raramente relatados. Na ocorrência de eventos adversos, procurar o serviço de saúde para que seja feita a notificação, investigação do fato.
A vacina tem efeito imediato?
Na primeira vez que o indivíduo é vacinado a proteção só ocorre 10 a 15 dias após a vacinação. Na revacinação ela é imediata. Uma vez vacinado a proteção da vacina tem duração de 10 anos.
Quem ingere bebida alcoólica pode se vacinar?
Qualquer bebida alcoólica sempre deve ser ingerida com moderação. Em relação à vacina contra Febre Amarela, não há relatos de qualquer interferência pela bebida.
Quem já tomou a vacina, mas não lembra a data, o que deve fazer?
Esgotada a possibilidade de encontrar o cartão, procurar o centro de saúde para se vacinar.
Quem perdeu cartão de vacinação e está em dúvida sobre quando tomar a vacina, o que deve fazer?
Esgotada a possibilidade de encontrar o cartão, procurar o centro de saúde para se vacinar.
Há registro de casos de Febre Amarela no Brasil ?
No Brasil, desde 1942, não há registros de casos de febre amarela urbana, porém existem registros de casos de febre amarela silvestre. Atualmente, as áreas definidas como de risco para febre amarela são: região norte, centro-oeste, área pré-amazônica do Maranhão, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.
Os últimos casos (02) registrados no Distrito Federal ocorreram em 2001.
O que fazer ao encontrar um macaco morto?
Não manipular o animal e comunicar de imediato a Diretoria de Vigilância Ambiental. Nos finais de semana e feriados comunicar a Polícia Militar Ambiental.
Qual é a importância da morte de macacos em relação a doença?
A morte de macacos (epizootias) representa um alerta para o aparecimento de casos de febre amarela em humanos. Por isso, é fundamental o monitoramento da morte destes animais para a vigilância e controle da febre amarela.
Onde obter mais informações?
Para outras informações, acessar os sites a seguir:
Secretaria de Saúde do Distrito Federal - www.saude.df.gov.br
Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde -www.saude.gov .br/svs
Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br
Organização Mundial de Saúde www.who.int
Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal - www.saude.df.gov.br
SERVIÇO MÉDICO
SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE FEBRE AMARELA
O que é Febre Amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida por mosquito (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). Possui dois ciclos epidemiológicos distintos (silvestre e urbano).
A febre amarela silvestre é uma doença típica de macacos que vivem nas florestas tropicais e equatoriais. Ela ocorre de forma cíclica, com maior intensidade a cada cinco ou sete anos. O aparecimento de casos humanos da doença é precedido de epizootias (morte de macacos). A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942, entretanto com a ampla disseminação do mosquito Aedes aegypti no país há risco de reurbanização do vírus da febre amarela .
Qual a diferença entre febre amarela silvestre e a febre amarela urbana?
Ambas são semelhantes do ponto de vista etiológico, fisiopatológico, imunológico e clínico. A principal diferença é em relação ao vetor, no caso da forma urbana o mosquito transmissor é o Aedes aegypti e na forma silvestre os mosquitos transmissores são silvestres Haemagogus, Sabethes .
Como se pega?
Por meio da picada do mosquito infectado com sangue de animais doentes, sendo o macaco a principal fonte de infecção da doença.
Quais são os sinais e sintomas da doença no ser humano?
Inicialmente surge febre, icterícia (olhos amarelados ou "amarelão"), dor de cabeça, calafrios, dor nas costas (região lombar), dor muscular generalizada com mal estar, náuseas, vômitos e diarréia. Evolui para problemas de fígado e rins (insuficiência hepática e renal) caracterizada, acarretando a diminuição ou ausência de urina, além de outros sinais como: sangramento, confusão mental podendo causar a morte.
A Febre Amarela pode ser confundida com outras doenças?
As formas leve e moderada da febre amarela são de difícil diagnóstico diferencial, pois podem ser confundidas com outras doenças infecciosas que atingem os sistemas respiratório, digestivo e urinário. As formas graves, com quadro clínico clássico ou fulminante, devem ser diferenciadas de malária por Plasmodium falciparum, leptospirose, além de formas fulminantes de hepatites. Devem ser lembradas, ainda, as febres hemorrágicas de etiologia viral, como dengue hemorrágico e septicemias.
Todos os casos de Febre Amarela morrem?
Não. Existem formas leves que evoluem para cura e formas graves que evoluem para o óbito. A letalidade geral da doença varia entre 5% a 50%.
O que fazer em caso de aparecimento de sinais e sintomas da doença?
Procurar imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima da sua casa para avaliação médica. De preferência levar o cartão de vacinação e não esquecer de informar sobre história de viagens e exposição a matas, florestas etc.
Quais são os exames que confirmam a doença?
Exame de sangue para pesquisa do vírus colhido nas unidades de saúde (isolamento viral ou sorologia) e outros exames especializados em caso de óbito.
Qual é o tratamento para a doença?
O tratamento é sintomático, com cuidadosa assistência médica ao paciente que, sob hospitalização deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e perdas de sangue, quando indicado. Nas formas graves os pacientes devem ser atendidos em Unidades de Terapia Intensiva.
Como evitar a doença?
A vacina é a principal medida de prevenção contra a doença, conferindo proteção de 99%.
Outras medidas de prevenção incluem: evitar exposição a matas e florestas, e nos casos de exposição a estes locais: usar vestuários adequados (blusas de manga longa, calça comprida) e repelentes para diminuir as áreas de exposição do corpo e dormir com mosquiteiros.
Quem deve tomar a vacina?
Todas as pessoas a partir de seis (06) meses de idade que não tenham sido vacinadas nos últimos 10 anos.
Onde posso ser vacinado?
De posse de um documento de identificação procurar qualquer centro de saúde de 2ª a 6ª feira no horário: 8 às 12 h e de 14 às 17h.
Qual o esquema de vacinação?
Uma dose de vacina injetável (subcutânea) com revacinação a cada 10 anos.
Quem não pode tomar a vacina contra febre amarela?
- Crianças menores de 6 meses
- Pessoas com alergia grave (história de reação anafilática) a ovo e seus derivados (que não come nenhum alimento com ovos como: bolo, pão de queijo, macarrão, etc.)
- Pessoas com infecção aguda com febre acima de 38,5º C
- Pessoas com imunodeficiência (de nascença ou adquirida)
- Pacientes com Aids, pós transplante de medula óssea (até 2 anos do procedimento)
- Pacientes em uso de quimioterapia, radioterapia e corticóide em doses elevadas e por período superior a 15 dias
- Gestantes
A vacina contra febre amarela pode ser administrada no mesmo dia, com outras vacinas do esquema de vacinação?
Sim. Desde que feitas em regiões anatômicas diferentes.
A vacina contra febre amarela pode provocar eventos adversos (reações)?
Sim. Dor no local de aplicação, febre, dor de cabeça (cefaléia), dores musculares (mialgia), nos primeiros dias após a vacinação durando de 1 a 3 dias na maior parte dos casos. Casos graves são raramente relatados. Na ocorrência de eventos adversos, procurar o serviço de saúde para que seja feita a notificação, investigação do fato.
A vacina tem efeito imediato?
Na primeira vez que o indivíduo é vacinado a proteção só ocorre 10 a 15 dias após a vacinação. Na revacinação ela é imediata. Uma vez vacinado a proteção da vacina tem duração de 10 anos.
Quem ingere bebida alcoólica pode se vacinar?
Qualquer bebida alcoólica sempre deve ser ingerida com moderação. Em relação à vacina contra Febre Amarela, não há relatos de qualquer interferência pela bebida.
Quem já tomou a vacina, mas não lembra a data, o que deve fazer?
Esgotada a possibilidade de encontrar o cartão, procurar o centro de saúde para se vacinar.
Quem perdeu cartão de vacinação e está em dúvida sobre quando tomar a vacina, o que deve fazer?
Esgotada a possibilidade de encontrar o cartão, procurar o centro de saúde para se vacinar.
Há registro de casos de Febre Amarela no Brasil ?
No Brasil, desde 1942, não há registros de casos de febre amarela urbana, porém existem registros de casos de febre amarela silvestre. Atualmente, as áreas definidas como de risco para febre amarela são: região norte, centro-oeste, área pré-amazônica do Maranhão, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.
Os últimos casos (02) registrados no Distrito Federal ocorreram em 2001.
O que fazer ao encontrar um macaco morto?
Não manipular o animal e comunicar de imediato a Diretoria de Vigilância Ambiental. Nos finais de semana e feriados comunicar a Polícia Militar Ambiental.
Qual é a importância da morte de macacos em relação a doença?
A morte de macacos (epizootias) representa um alerta para o aparecimento de casos de febre amarela em humanos. Por isso, é fundamental o monitoramento da morte destes animais para a vigilância e controle da febre amarela.
Onde obter mais informações?
Para outras informações, acessar os sites a seguir:
Secretaria de Saúde do Distrito Federal - www.saude.df.gov.br
Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde -www.saude.gov .br/svs
Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br
Organização Mundial de Saúde www.who.int
Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal - www.saude.df.gov.br
SERVIÇO MÉDICO
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
As marchinhas animam o carnaval e fazem parte da tradição carnavalesca no Brasil.
ABRE ALAS
Chiquinha Gonzaga, 1899
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar
O TEU CABELO NÃO NEGALamartine Babo-Irmãos Valença, 1931
O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor
Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor
Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta
Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval
LINDA MORENALamartine Babo, 1932
Linda morena, morena
Morena que me faz penar
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olhar
Tu és morena uma ótima pequena
Não há branco que não perca até o juízo
Onde tu passas
Sai às vezes bofetão
Toda gente faz questão
Do teu sorriso
Teu coração é uma espécie de pensão
De pensão familiar à beira-mar
Oh! Moreninha, não alugues tudo não
Deixe ao menos o porão pra eu morar
Por tua causa já se faz revolução
Vai haver transformação na cor da lua
Antigamente a mulata era a rainha
Desta vez, ó moreninha, a taça é tua
Ô BALANCÊ Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936
Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê
Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê
Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê
Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê
MAMÃE EU QUERO
Jararaca-Vicente Paiva, 1936
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar
Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana
Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal
A JARDINEIRABenedito Lacerda-Humberto Porto, 1938
Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu
Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu
AURORA
Mário Lago-Roberto Roberti, 1940
Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora
Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora
ALLAH-LÁ-ÔHaroldo Lobo-Nássara, 1940
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara
Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah
CACHAÇA
Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão
Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça
SACA-ROLHA
Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar
Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra
ME DÁ UM DINHEIRO AÍIvan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!
Chiquinha Gonzaga, 1899
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar
O TEU CABELO NÃO NEGALamartine Babo-Irmãos Valença, 1931
O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor
Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor
Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta
Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval
LINDA MORENALamartine Babo, 1932
Linda morena, morena
Morena que me faz penar
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olhar
Tu és morena uma ótima pequena
Não há branco que não perca até o juízo
Onde tu passas
Sai às vezes bofetão
Toda gente faz questão
Do teu sorriso
Teu coração é uma espécie de pensão
De pensão familiar à beira-mar
Oh! Moreninha, não alugues tudo não
Deixe ao menos o porão pra eu morar
Por tua causa já se faz revolução
Vai haver transformação na cor da lua
Antigamente a mulata era a rainha
Desta vez, ó moreninha, a taça é tua
Ô BALANCÊ Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936
Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê
Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê
Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê
Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê
MAMÃE EU QUERO
Jararaca-Vicente Paiva, 1936
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar
Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana
Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal
A JARDINEIRABenedito Lacerda-Humberto Porto, 1938
Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu
Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu
AURORA
Mário Lago-Roberto Roberti, 1940
Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora
Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora
ALLAH-LÁ-ÔHaroldo Lobo-Nássara, 1940
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara
Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah
CACHAÇA
Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão
Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça
SACA-ROLHA
Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar
Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra
ME DÁ UM DINHEIRO AÍIvan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!
Origem do Carnaval
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.
Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Por Tatiana Xerez
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.
Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Por Tatiana Xerez
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Fatos e mitos: saiba mais sobre a síndrome
Apesar dos grandes avanços em relação ao estudo e compreensão da síndrome de Down, séculos de ignorância fomentaram uma série de conceitos equivocados sobre o assunto.
Mesmo a presença de mais pessoas com Down em escolas, ambientes de trabalho e social, idéias antiquadas e desatualizadas sobre a condição ainda circulam entre o resto da população.
Eis aqui alguns dos mitos que ainda cercam as pessoas que nasceram com a trissomia 21,nome científco desta anomalia.
As crianças com Down são mais boazinhas que as outras. Não é verdade. Muitas crianças com a síndrome são incentivadas a sorrir e a abraçar as pessoas de uma forma exagerada. Muitos indivíduos são mais simpáticos que outros mas muitos pais encorajam os filhos a se encaixar no estereótipo.
A maioria das crianças com síndrome de Down nasce de mulheres mais velhas. Não é verdade. Apesar de as chances de gerar um bebê com Down serem maiores à medida em que a mulher envelhece, principalmente a partir dos 35 anos, cerca de 80% dos que nascem com a trissomia 21 são filhos de mulheres mais jovens. Isto seria explicado por uma combinação de fatores como o maior índice de natalidade das mulheres mais jovens e por elas não fazerem com tanta frequencia a amniocentese, exame que pode detectar a possibilidade de o bebê ter a trissomia 21.
A síndrome de Down é uma doença. Não é verdade. As pessoas que nascem com a trissomia 21 não são doentes, nem vítimas e nem "sofrem" desta condição. O certo é dizer que a pessoa "nasceu" ou "tem" síndrome de Down.
As pessoas que nascem com a síndrome de Down morrem cedo. Não é verdade. Cardiopatias congênitas não diagnosticadas no passado, e que afetam um em cada três bebês que nascem com Down, além de uma tendência à baixa imunidade e problemas respiratórios eram a principal causa da morte prematura das pessoas que nasciam com a trissomia 21. Hoje, graças à medicina moderna aliada a atenção dos pais, os portadores da síndrome têm uma expectativa média de vida de, pelo menos, 60 ou 70 anos.
Uma pessoa que nasce com Down é incapaz de andar, comer e se vestir sozinha? Não é verdade. Apesar de muitas pessoas com síndrome de Down viverem sozinhas e levarem uma vida semi-independente, ainda há médicos que anunciam, assim, para os pais, a chegada de uma criança com Down.
Os portadores da Síndrome de Down podem ter relacionamentos?
Não é verdade.Eles são perfeitamente capazes de formar todos os tipos de relacionamentos em suas vidas, seja de amizade, amor ou de antipatizar com alguém.
É verdade que a síndrome de Down é mais comum entre brancos? Não é verdade. Este diferença genética atinge igualmente a brancos, negros e asiáticos.
Homens e mulheres com síndrome de Down podem ter filhos? Podem, sim. Há muitos registros de mulheres com Down que tiveram filhos e, nesse caso, as chances de terem filhos com trissomia 21 são de 35% a 50% maiores. Há dois casos registrados de homens com Down que se tornaram pais. Mas as informações sobre a fertilidade deste grupo são muito desatualizadas, pois são baseadas em pesquisas em instituições onde homens e mulheres com Down eram mantidos separados uns dos outros.
Todas as pessoas com síndrome de Down vão desenvolver o mal de Alzheimer? Não é verdade. Apesar de muitos apresentarem sinais de demência a partir dos 40 anos, isso não é inevitável. Os estudos indicam que o índice de demência entre os que nascem com Down é o mesmo do que no resto da população mas acontece 20 ou 30 anos mais cedo.
Lais Mendes Pimentel / BBC Brasil
Mesmo a presença de mais pessoas com Down em escolas, ambientes de trabalho e social, idéias antiquadas e desatualizadas sobre a condição ainda circulam entre o resto da população.
Eis aqui alguns dos mitos que ainda cercam as pessoas que nasceram com a trissomia 21,nome científco desta anomalia.
As crianças com Down são mais boazinhas que as outras. Não é verdade. Muitas crianças com a síndrome são incentivadas a sorrir e a abraçar as pessoas de uma forma exagerada. Muitos indivíduos são mais simpáticos que outros mas muitos pais encorajam os filhos a se encaixar no estereótipo.
A maioria das crianças com síndrome de Down nasce de mulheres mais velhas. Não é verdade. Apesar de as chances de gerar um bebê com Down serem maiores à medida em que a mulher envelhece, principalmente a partir dos 35 anos, cerca de 80% dos que nascem com a trissomia 21 são filhos de mulheres mais jovens. Isto seria explicado por uma combinação de fatores como o maior índice de natalidade das mulheres mais jovens e por elas não fazerem com tanta frequencia a amniocentese, exame que pode detectar a possibilidade de o bebê ter a trissomia 21.
A síndrome de Down é uma doença. Não é verdade. As pessoas que nascem com a trissomia 21 não são doentes, nem vítimas e nem "sofrem" desta condição. O certo é dizer que a pessoa "nasceu" ou "tem" síndrome de Down.
As pessoas que nascem com a síndrome de Down morrem cedo. Não é verdade. Cardiopatias congênitas não diagnosticadas no passado, e que afetam um em cada três bebês que nascem com Down, além de uma tendência à baixa imunidade e problemas respiratórios eram a principal causa da morte prematura das pessoas que nasciam com a trissomia 21. Hoje, graças à medicina moderna aliada a atenção dos pais, os portadores da síndrome têm uma expectativa média de vida de, pelo menos, 60 ou 70 anos.
Uma pessoa que nasce com Down é incapaz de andar, comer e se vestir sozinha? Não é verdade. Apesar de muitas pessoas com síndrome de Down viverem sozinhas e levarem uma vida semi-independente, ainda há médicos que anunciam, assim, para os pais, a chegada de uma criança com Down.
Os portadores da Síndrome de Down podem ter relacionamentos?
Não é verdade.Eles são perfeitamente capazes de formar todos os tipos de relacionamentos em suas vidas, seja de amizade, amor ou de antipatizar com alguém.
É verdade que a síndrome de Down é mais comum entre brancos? Não é verdade. Este diferença genética atinge igualmente a brancos, negros e asiáticos.
Homens e mulheres com síndrome de Down podem ter filhos? Podem, sim. Há muitos registros de mulheres com Down que tiveram filhos e, nesse caso, as chances de terem filhos com trissomia 21 são de 35% a 50% maiores. Há dois casos registrados de homens com Down que se tornaram pais. Mas as informações sobre a fertilidade deste grupo são muito desatualizadas, pois são baseadas em pesquisas em instituições onde homens e mulheres com Down eram mantidos separados uns dos outros.
Todas as pessoas com síndrome de Down vão desenvolver o mal de Alzheimer? Não é verdade. Apesar de muitos apresentarem sinais de demência a partir dos 40 anos, isso não é inevitável. Os estudos indicam que o índice de demência entre os que nascem com Down é o mesmo do que no resto da população mas acontece 20 ou 30 anos mais cedo.
Lais Mendes Pimentel / BBC Brasil
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
PACIÊNCIA (Arnaldo Jabor)
Paulo Roberto Gaefke
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que
lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo?
O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.
Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo,
eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título,
dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol,
com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.....
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que
lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo?
O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.
Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo,
eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título,
dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol,
com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.....
sábado, 12 de janeiro de 2008
Figuras de pensamento
Expressões destacam a frase
As figuras de pensamento, subdivisão das figuras de linguagem, são recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das idéias que está por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases.
Veja as principais:Figuras de pensamento
Antítese É o uso de palavras opostas numa mesma construção.
Exemplo Às vezes, fazemos o mal, quando queremos fazer o bem.
Paradoxo Raciocínio aparentemente contraditório, um aparente contra-senso. Todo paradoxo contém, em última análise, uma antítese.
Exemplo Há muitos ricos que são muito pobres. (No caso, a contradição se daria entre a riqueza material e a pobreza espiritual.)
Ironia Consiste em se afirmar o posto do que se pretende dizer, com intenção de crítica ou escárnio.
Exemplo Os políticos brasileiros são tão honestos! (Sem comentários...)
Eufemismo É a suavização de uma idéia desagradável ou agressiva.
Exemplo O senhor está faltando com a verdade (ou seja, com todas as letras, está mentindo).
Alusão Referência a um fato, um trecho, ou personagem conhecido.
Exemplo “Andei sobre as águas, como São Pedro” (verso de Paulo Vanzolini).
Preterição Fingir não afirmar aquilo que se está afirmando.
Exemplo Nem vou mencionar o excessivo esforço que me causa ouvir a sua argumentação. (Ora, o excessivo esforço foi literalmente mencionado.)
Gradação Expressão progressiva do pensamento, numa ordem que parte da menor para a maior intensidade.
Exemplo Caminhou apressado, correu, disparou pela rua.
As figuras de pensamento, subdivisão das figuras de linguagem, são recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das idéias que está por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases.
Veja as principais:Figuras de pensamento
Antítese É o uso de palavras opostas numa mesma construção.
Exemplo Às vezes, fazemos o mal, quando queremos fazer o bem.
Paradoxo Raciocínio aparentemente contraditório, um aparente contra-senso. Todo paradoxo contém, em última análise, uma antítese.
Exemplo Há muitos ricos que são muito pobres. (No caso, a contradição se daria entre a riqueza material e a pobreza espiritual.)
Ironia Consiste em se afirmar o posto do que se pretende dizer, com intenção de crítica ou escárnio.
Exemplo Os políticos brasileiros são tão honestos! (Sem comentários...)
Eufemismo É a suavização de uma idéia desagradável ou agressiva.
Exemplo O senhor está faltando com a verdade (ou seja, com todas as letras, está mentindo).
Alusão Referência a um fato, um trecho, ou personagem conhecido.
Exemplo “Andei sobre as águas, como São Pedro” (verso de Paulo Vanzolini).
Preterição Fingir não afirmar aquilo que se está afirmando.
Exemplo Nem vou mencionar o excessivo esforço que me causa ouvir a sua argumentação. (Ora, o excessivo esforço foi literalmente mencionado.)
Gradação Expressão progressiva do pensamento, numa ordem que parte da menor para a maior intensidade.
Exemplo Caminhou apressado, correu, disparou pela rua.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
EU SEI, MAS NÃO DEVIA
Marina Colassanti
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.
A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.
A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.
A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.
A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.
A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.
A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.
A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.
A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.
A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.
A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.
A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.
A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.
A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.
A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O DIREITO DE IR E VIR BARRADO PELOS PEDÁGIOS
OLHA SÓ O "FURO" QUE ESTA MENINA DESCOBRIU !!!!!!
Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.
A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição". Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.
A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.
Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.
Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", Acrescenta.
Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios .
FONTE: JORNAL AGORA
Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.
A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição". Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.
A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.
Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.
Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", Acrescenta.
Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios .
FONTE: JORNAL AGORA
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
No Dia de Reis, um bolo especial
Lectícia Cavalcanti
"Tendo, pois, Jesus nascido em Belém da Judéia no tempo do rei Herodes, eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém" (Mateus 2, 1). Esses magos diziam ter visto a mesma estrela, diferente de todas as outras. Por razão que não sabem explicar, a seguiram. Na esperança, talvez, de que viesse indicar o lugar em que nasceria o Salvador.
"Magos" é expressão que vem de Heródoto, "o Pai da História" (420 a.C.), referindo todos os que se interessavam pelas coisas do céu - hoje, equivalente a astrônomos e astrólogos. Com o passar do tempo, a tradição cristã os converteu em reis - "Os Reis Magos", assim ficaram conhecidos. Eram três. O europeu Melquior, com 40 anos. O africano Baltazar, com 30. O asiático Gaspar, com apenas 15.
A Belém chegaram em camelos "e prostrando-se diante do menino, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe presentes" (Mateus 2, 11-12). O primeiro presente foi "ouro" - mais precioso dos metais. O segundo, "incenso" - resina que, ao ser queimada, desprende um aroma agradável. Vem da Índia, extraída de árvore ("Boswellia") usada em sacrifícios religiosos. O terceiro, "mirra" - outra resina, extraída de árvore ("Commiphora") nativa da África, própria para a fabricação de perfumes; e, também, embalsamamentos - daí vindo o verbo "mirrar", com o sentido de definhar, de ganhar aparência de defunto.
Em 1164, os restos mortais dos Reis Magos foram transferidos para Colônia (Alemanha). As casas dessa região, ainda hoje, ostentam nos portais a inscrição CMB (Christus Mansionem Benedicat), "Cristo abençoe esta morada" - que, por semelhança às primeiras letras dos nomes dos Magos, muitos interpretam como sendo suas iniciais. O dia de homenagear esses Magos é hoje, 6 de janeiro, data que encerra o ciclo de Natal. "Dia de Reis", assim chamamos. Em alguns lugares, como na Espanha por exemplo, nessa data são distribuídos presentes - reproduzindo o gesto dos Reis magos.
Em Portugal se faz o "Bolo Rei" - bolo em forma de coroa, feito de massa levedada (massa de pão), com um brinde e uma fava dentro. Quem encontrar o brinde realizará seus desejos. Quem encontrar a fava, deverá comprar outro bolo-rei. Esse bolo, em verdade, nasceu na França, à época de Luis XIV - quando esse dia era celebrado na côrte. E ficou até registrado em quadro do pintor inglês Jean-Baptise Greuze, "Gâteau des Roi". Com a revolução francesa foi proibido. Mas os confeiteiros de Paris continuaram a fazê-lo, apenas trocando seu nome para "Gâteau des sans-cullottes".
A receita foi trazida a Portugal por Baltazar Rodrigues Castanheiro, em 1869 - quando ele inaugurou a Confeitaria Nacional, na rua da Betesga (que liga o Rossio à Praça da Figueira), em Lisboa. Logo fez grande sucesso, passando a freqüentar todas as mesas portuguesas, no Natal e no dia de Reis. Ao Brasil os primeiros bolos chegaram em São Paulo, na década de 60. Mas entre nós, apesar de já serem encontrados nas principais delicatéssens, ainda não fazem muito sucesso.
RECEITA
Bolo Rei (receita para dois bolos)
Ingredientes:
PARA A MASSA LEVEDADA
- 14 gr de fermento de padaria;
- 3 colheres de sopa de leite morno;
- 100 gr. de farinha de trigo;
PARA O BOLO
- 250 gr de farinha de trigo;
- 100 gr de massa levedada;
- 1 colher de sopa de sal;
- 4 ovos;
- Raspas da casca de um limão;
- 150 gr de açúcar;
- 100 gr de manteiga;
- 150 gr de frutas secas e cristalizadas (nozes, passa, ameixa, figo, cereja);
- 1 cálice de vinho do Porto;
- Farinha para amassar;
- 1 brinde;
- 1 fava;
Preparo:
- Faça a massa levedada - juntando todos os ingredientes e deixando fermentar por 4 horas. Reserve;
- Pique grosseiramente as frutas secas e cristalizadas. Deixe de molho no vinho do Porto. Reserve;
- Coloque a farinha em uma mesa. Faça buraco no centro. Coloque a massa levedada e amasse bem;
- Junte os ovos (um a um) em temperatura ambiente, as raspas de limão, o açúcar, a manteiga (anteriormente batida na batedeira até que fique bem cremosa). Misture tudo. A massa fica com consistência mole. Cubra e deixe descansar até o dia seguinte;
- Acrescente as frutas secas e cristalizadas. Divida a massa em duas partes. Dê, em cada uma delas, a forma de coroa (fazendo primeiro uma bola, e depois um buraco no meio), com mais ou menos 30 cm de diâmetro. Introduza o brinde e a fava. Deixe descansar, em lugar fechado, por 1 hora. Pincele com a gema (diluída em água);
- Asse em forno médio (180º). No meio do cozimento, decore com frutas cristalizadas e açúcar. Deixe no forno até que fique dourado;
Lectícia Cavalcanti coordena o caderno Sabores da Folha de Pernambuco, escreve na Revista Continente Multicultural e no site pe.360graus.
"Tendo, pois, Jesus nascido em Belém da Judéia no tempo do rei Herodes, eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém" (Mateus 2, 1). Esses magos diziam ter visto a mesma estrela, diferente de todas as outras. Por razão que não sabem explicar, a seguiram. Na esperança, talvez, de que viesse indicar o lugar em que nasceria o Salvador.
"Magos" é expressão que vem de Heródoto, "o Pai da História" (420 a.C.), referindo todos os que se interessavam pelas coisas do céu - hoje, equivalente a astrônomos e astrólogos. Com o passar do tempo, a tradição cristã os converteu em reis - "Os Reis Magos", assim ficaram conhecidos. Eram três. O europeu Melquior, com 40 anos. O africano Baltazar, com 30. O asiático Gaspar, com apenas 15.
A Belém chegaram em camelos "e prostrando-se diante do menino, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe presentes" (Mateus 2, 11-12). O primeiro presente foi "ouro" - mais precioso dos metais. O segundo, "incenso" - resina que, ao ser queimada, desprende um aroma agradável. Vem da Índia, extraída de árvore ("Boswellia") usada em sacrifícios religiosos. O terceiro, "mirra" - outra resina, extraída de árvore ("Commiphora") nativa da África, própria para a fabricação de perfumes; e, também, embalsamamentos - daí vindo o verbo "mirrar", com o sentido de definhar, de ganhar aparência de defunto.
Em 1164, os restos mortais dos Reis Magos foram transferidos para Colônia (Alemanha). As casas dessa região, ainda hoje, ostentam nos portais a inscrição CMB (Christus Mansionem Benedicat), "Cristo abençoe esta morada" - que, por semelhança às primeiras letras dos nomes dos Magos, muitos interpretam como sendo suas iniciais. O dia de homenagear esses Magos é hoje, 6 de janeiro, data que encerra o ciclo de Natal. "Dia de Reis", assim chamamos. Em alguns lugares, como na Espanha por exemplo, nessa data são distribuídos presentes - reproduzindo o gesto dos Reis magos.
Em Portugal se faz o "Bolo Rei" - bolo em forma de coroa, feito de massa levedada (massa de pão), com um brinde e uma fava dentro. Quem encontrar o brinde realizará seus desejos. Quem encontrar a fava, deverá comprar outro bolo-rei. Esse bolo, em verdade, nasceu na França, à época de Luis XIV - quando esse dia era celebrado na côrte. E ficou até registrado em quadro do pintor inglês Jean-Baptise Greuze, "Gâteau des Roi". Com a revolução francesa foi proibido. Mas os confeiteiros de Paris continuaram a fazê-lo, apenas trocando seu nome para "Gâteau des sans-cullottes".
A receita foi trazida a Portugal por Baltazar Rodrigues Castanheiro, em 1869 - quando ele inaugurou a Confeitaria Nacional, na rua da Betesga (que liga o Rossio à Praça da Figueira), em Lisboa. Logo fez grande sucesso, passando a freqüentar todas as mesas portuguesas, no Natal e no dia de Reis. Ao Brasil os primeiros bolos chegaram em São Paulo, na década de 60. Mas entre nós, apesar de já serem encontrados nas principais delicatéssens, ainda não fazem muito sucesso.
RECEITA
Bolo Rei (receita para dois bolos)
Ingredientes:
PARA A MASSA LEVEDADA
- 14 gr de fermento de padaria;
- 3 colheres de sopa de leite morno;
- 100 gr. de farinha de trigo;
PARA O BOLO
- 250 gr de farinha de trigo;
- 100 gr de massa levedada;
- 1 colher de sopa de sal;
- 4 ovos;
- Raspas da casca de um limão;
- 150 gr de açúcar;
- 100 gr de manteiga;
- 150 gr de frutas secas e cristalizadas (nozes, passa, ameixa, figo, cereja);
- 1 cálice de vinho do Porto;
- Farinha para amassar;
- 1 brinde;
- 1 fava;
Preparo:
- Faça a massa levedada - juntando todos os ingredientes e deixando fermentar por 4 horas. Reserve;
- Pique grosseiramente as frutas secas e cristalizadas. Deixe de molho no vinho do Porto. Reserve;
- Coloque a farinha em uma mesa. Faça buraco no centro. Coloque a massa levedada e amasse bem;
- Junte os ovos (um a um) em temperatura ambiente, as raspas de limão, o açúcar, a manteiga (anteriormente batida na batedeira até que fique bem cremosa). Misture tudo. A massa fica com consistência mole. Cubra e deixe descansar até o dia seguinte;
- Acrescente as frutas secas e cristalizadas. Divida a massa em duas partes. Dê, em cada uma delas, a forma de coroa (fazendo primeiro uma bola, e depois um buraco no meio), com mais ou menos 30 cm de diâmetro. Introduza o brinde e a fava. Deixe descansar, em lugar fechado, por 1 hora. Pincele com a gema (diluída em água);
- Asse em forno médio (180º). No meio do cozimento, decore com frutas cristalizadas e açúcar. Deixe no forno até que fique dourado;
Lectícia Cavalcanti coordena o caderno Sabores da Folha de Pernambuco, escreve na Revista Continente Multicultural e no site pe.360graus.
Dia de Reis. Você sabe o que é isso?

Dia de Reis Magos, Festa de Reis ou, mais tecnicamente, Epifania.
Mas, o que exatamente significa essa data e a celebração ligada à ela? "É o dia em que Jesus se manifesta para outros povos", explica o professor de Teologia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) José Roberto Develar.
Diz a tradição que foi nesse dia que os Reis Magos viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro de Jesus que havia nascido há pouco. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo".
"Porém, um Deus ser de todo mundo não era admissível para o povo de Israel", conta Develar. Os judeus almejavam um Deus nacional, que fosse apenas deles, e não alguém como Jesus, que vinha para unir todos os povos e crenças, afirma o teólogo.
A designação "Mago" era dada, entre os orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes ofertados ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.
"A Bíblia não diz Reis, ela coloca como os `Magos vindos do Oriente´, e também não diz três, mas como Jesus recebeu três presentes, criou-se a tradição de falar que são três pessoas, cada uma dando um presente", desmistifica o professor.
Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Quanto aos nomes dos três, o professor explica que tudo são suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar.
Dia de Reis pelo mundo
"Essa festa se tornou uma grande celebração, por exemplo na igreja ortodoxa, tanto católica quanto russa. A Festa de Reis é celebrada com mais solenidade inclusive que o Natal", conta Develar.
Tanto é verdade, que em determinados países você ganha presentes no dia 6 de janeiro. Na Espanha, a data é chamada de Festa de Reis. Na Itália eles chamam a festa da "Befana". O professor explica que befana seria uma velha bruxinha boa que dá presente para as crianças. "É uma imagem bonita, porque tira aquela idéia da velha bruxa má que pega as crianças. No Natal, você sente, principalmente na Itália, a valorização do idoso", aponta. Essa tradição é seguida até hoje na Itália: ninguém recebe presente no dia 25 de dezembro e, sim, no dia 6 de janeiro. Na Europa inteira é feriado no Dia de Reis.
Segundo Develar, existem determinados presépios espalhados pela Europa nos quais os Magos são colocados apenas no dia 6 de janeiro, representando a real chegada à manjedoura. "E o menino Jesus, ao invés de estar deitado, é trocado por uma imagem de menino maior, e que está sentado no colo da mãe", conta o professor da PUC-Rio.
José Roberto acredita que nesses países você curte mais a festa de Natal. "O período do Natal vai até o batismo de Jesus, é um tempo maior. Mas hoje, com a pressa do mundo, para nós, brasileiros, no dia 1º de janeiro já é Carnaval".
Na Europa, as grandes compras são depois do dia 1º de janeiro, porque os presentes são dados apenas no dia 6. "O Brasil segue mais o calendário americano. Dessa forma poderíamos dizer que muito do sentido religioso se paganizou. É como se fosse uma festa de aniversário sem o aniversariante presente, um casamento sem a noiva. O personagem principal não está", desabafa Develar.
Além das comemorações descritas acima, é hoje que as decorações natalinas são desfeitas. Os enfeites são tirados das árvores, as guirlandas retiradas das portas, os presépios desmontados. Tudo é embalado cuidadosamente pelas famílias à espera do próximo Natal.
Reisado no Brasil
Apesar de a maioria dos brasileiros não estar tão ligada quanto os europeus à Festa de Reis, inúmeras comunidades, principalmente no interior do Brasil, promovem os chamados Reisados ou Folias de Reis, festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração mas que adotaram formas, cores e significados locais bastantes próprios de nosso povo na expressão que virou parte de nossa cultura.
Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua preformance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hospedeito, agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.
Mas, afinal, que estranha estrela seria essa que guiou os Reis Magos?
No final do ano de 1572, o astrônomo dinamarquês Tycho-Brahe descobriu uma estrela muito brilhante na constelação de Cassiopéia. Na verdade, o seu brilho era tanto que o novo astro pode ser visto mesmo à luz do dia, durante quase 20 meses. Mais tarde, esse fenômeno seria batizado de nova e supernova, denominações usadas em Astronomia para designar as estrelas que explodem, aumentando assustadoramente de brilho, e depois de algum tempo quase desaparecem do firmamento.
Contemporâneos de Tycho-Brahe viram no astro a mesma estrela que teria guiado os Magos, enquanto outros afirmavam que o fenômeno anunciava a chegada de um segundo Salvador. Astrônomos encontraram ocorrências de novas na primavera do ano 5 a.C., ano que não está em contradição com o provável nascimento de Jesus, que, segundo os teólogos, deve ter ocorrido entre os anos 5 e 7 a.C. e não no ano 1, como é comum imaginar. A hipótese da nova, ou supernova, encontra adeptos até os dias atuais.
Outra versão proposta pelo filósofo grego Orígenes (que viveu de 183 a 254 d.C.) supõe que o agora conhecido cometa Halley teria sido o astro visto pelos Magos. No entanto, dados apurados junto a registros dos chineses, observadores atentos dos astros celestes, indicam que a possibilidade de o cometa de Halley ser a Estrela de Belém representaria uma diferença de mais de 11 anos em relação à suposta data de nascimento de Jesus.
Alguns acreditam que a visão da estrela pode ter sido consequência de uma conjugação planetária. Este fenômeno ocorre quando dois planetas se movem e ficam próximos um do outro. O resultado visível desse movimento pode ser uma luz intensa. No entanto, os Magos, porque eram sábios, não deveriam deixar-se enganar por esse fenômeno.
Atualmente, ainda não existe nenhum consenso. O astrônomo britânico Patrick Moore, avança mais uma hipótese para o ocorrido. Segundo ele, a luz intensa vista naquelas localidades do Oriente não passou de uma chuva de meteoros.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Aprender a Viver
De um modo geral aceita-se que nenhuma atividade pode ser levada a cabo com sucesso por um indivíduo que esteja preocupado, uma vez que, quando distraída, a mente nada absorve com profundidade, mas rejeita tudo quanto, por assim dizer, a assoberba.
Viver é a atividade menos importante do homem preocupado, no entanto, nada há mais difícil de aprender; por todo o lado, encontram-se muitos instrutores das outras artes: na realidade, algumas destas artes são captadas tão intensamente por simples rapazes que assim as podem ensinar.
Mas aprender a viver exige uma vida inteira e, o que te pode supreender ainda mais, é necessária uma vida inteira para aprender a morrer.
Tantos dos mais ilustres homens puseram de lado todos os seus embaraços, renunciando a riquezas, negócios e prazeres e tomaram como único alvo até ao fim das suas vidas, saber viver.
Contudo, muitos deles morreram a confessar que ainda nada sabiam - muito menos saberão os outros. Acredita em mim: é marca de um grande homem, daquele que está acima do erro humano, não permitir que o seu tempo seja esbanjado: ele tem a mais longa vida possível simplesmente porque todo o tempo que tinha disponível o devotou inteiramente a si.
Nada do seu tempo é desperdiçado ou negligenciado, nada do seu tempo fica sob controlo de outrém; ao ser um guardião extremamente zeloso do seu tempo, nunca encontrou nada que merecesse a troca.
Assim, ele tem tempo suficiente; mas aqueles em cujas vidas o público faz grandes devassas inevitavelmente têm muito pouco de seu.
Séneca, in 'Da Brevidade da Vida'
Viver é a atividade menos importante do homem preocupado, no entanto, nada há mais difícil de aprender; por todo o lado, encontram-se muitos instrutores das outras artes: na realidade, algumas destas artes são captadas tão intensamente por simples rapazes que assim as podem ensinar.
Mas aprender a viver exige uma vida inteira e, o que te pode supreender ainda mais, é necessária uma vida inteira para aprender a morrer.
Tantos dos mais ilustres homens puseram de lado todos os seus embaraços, renunciando a riquezas, negócios e prazeres e tomaram como único alvo até ao fim das suas vidas, saber viver.
Contudo, muitos deles morreram a confessar que ainda nada sabiam - muito menos saberão os outros. Acredita em mim: é marca de um grande homem, daquele que está acima do erro humano, não permitir que o seu tempo seja esbanjado: ele tem a mais longa vida possível simplesmente porque todo o tempo que tinha disponível o devotou inteiramente a si.
Nada do seu tempo é desperdiçado ou negligenciado, nada do seu tempo fica sob controlo de outrém; ao ser um guardião extremamente zeloso do seu tempo, nunca encontrou nada que merecesse a troca.
Assim, ele tem tempo suficiente; mas aqueles em cujas vidas o público faz grandes devassas inevitavelmente têm muito pouco de seu.
Séneca, in 'Da Brevidade da Vida'
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